Éverton Ribeiro é eleito o Bola de Ouro de 2013

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Éverton Ribeiro é eleito o Bola de Ouro de 2013

BE0F8121Um dos jogadores que mais contribuíram diretamente com o título de campeão brasileiro do Cruzeiro, o meia Éverton Ribeiro, foi o grande destaque do Troféu Bola de Prata. Além de ter sido o melhor meia, Ribeiro também teve a melhor média da premiação e faturou a Bola de Ouro. Com isso, ele se torna o segundo jogador do time mineiro a conquistar a Bola de Ouro. Em 2003, Alex, também meia, foi nomeado o melhor jogador daquele Brasileiro.

 

“O Cruzeiro é uma equipe campeã, com um histórico de títulos, então a gente já sabe a responsabilidade que é vestir o manto azul. Agora, vamos descansar para voltar bem, sabendo que a gente pode ser campeão de tudo que a gente disputar. Foi um ano inesquecível. Minha carreira pode servir de exemplo de que o futebol dá voltas. Estou muito feliz”, comemorou Everton Ribeiro.

 

Outros quatro atletas do campeão do Brasileirão 2013 ganharam a Taça de Prata: Nilton (volante), Mayke (lateral-direito), Dedé (zagueiro) e Fábio (goleiro). “Estou a 23 jogos de ser o goleiro que mais vestiu a camisa do Cruzeiro, que é um posto do Raul Plassmann, que sempre dá uma força. E a seleção, se for vontade de Deus, vai chegar”, afirmou o camisa 1 do Cruzeiro.

 

Hernane, “o Brocador”, atacante do Flamengo, foi o grande goleador do país neste ano e faturou o prêmio de Chuteira de Ouro.  “Fico feliz por estar aqui. Não imaginei que seria assim, a torcida me abraçou. Minha chegada no Flamengo não foi fácil, mas estou vivendo um ano muito bom. Sou bem pés no chão, sou focado. Carreira a gente só tem uma e precisamos zelar por ela”, disse Hernane.

 

Uma surpresa coroou a 44ª edição do prêmio. O ex-jogador Dirceu Lopes, ídolo do Cruzeiro nos anos 60 e 70 – tendo atuado também na seleção brasileira – foi surpreendido com um troféu Bola de Ouro. Em 1971, ano em que teve a melhor média do Campeonato Brasileiro, a Bola de Ouro ainda não existia. Por conta disso, pouco depois de entregar o prêmio de melhor do Brasileiro de 2013 para Éverton Ribeiro, Lopes foi homenageado com um vídeo e recebeu o troféu das mãos dos cinco jogadores do Cruzeiro presentes no evento.

 

Criado em 1970 pela revista Placar, um dos principais prêmios do futebol brasileiro tem o objetivo de premiar os melhores jogadores do Brasileirão. A cerimônia deste ano contou com apresentação de Eduardo Monsanto. Os prêmios foram entregues aos jogadores por ganhadores de edições passadas e grandes ídolos, como Marcelinho Carioca, Zinho, Tite, Amoroso e César Sampaio.

 

Vale lembrar que em 2012, o craque Neymar, então jogador do Santos, igualou a marca de Pelé e foi o grande destaque do Bola de Prata ao receber a ‘patente’ de hors concours.

 

Confira a lista dos ganhadores do prêmio:

 

Bola de Ouro:

Éverton Ribeiro (Cruzeiro)

 

Chuteira de Ouro:

Hernane (Flamengo)

 

Bola de Prata

Goleiro:

Fábio (Cruzeiro)

 

 Lateral-direito:

Mayke (Cruzeiro)

 

Zagueiros:

Rodrigo (Goiás)

Dedé (Cruzeiro)

 

Lateral-esquerdo:

Alex Telles (Grêmio)

 

Volantes:

Nílton (Cruzeiro)

Elias (Flamengo)

 

Meias:

Éverton Ribeiro (Cruzeiro)

Seedorf (Botafogo)

 

Atacantes:

Walter (Goiás)

Diego Tardelli (Atlético-MG)

 

Artilheiro do Campeonato

Éderson (Atlético – PR)

 

Saiba a história do Bola de Prata

Desde as primeiras edições do Bola de Prata, o troféu já era respeitado pelo mundo do futebol e cobiçado pelos jogadores. A atração se explica em três palavras: tradição, coerência e confiabilidade. O prêmio foi desenvolvido por PLACAR desde o Robertão de 1970. Já naquela época ficava claro que as melhores equipes eram premiadas com o título do campeonato e as individualidades ficavam com a Bola de Prata. Os 11 melhores jogadores de cada posição (mais o artilheiro da competição) recebiam Bolas de Prata. Apenas em 1973 foi criada a Bola de Ouro, o prêmio dado ao jogador que conseguisse a melhor média dentre todos os jogadores do Campeonato, independentemente da sua posição.

 

Por certo, o prestígio do prêmio se deve à clareza e a coerência dos critérios adotados. As notas dos jogadores são dadas por jornalistas de PLACAR ou convidados e vão de 0 a 10. É a média dessas notas (somam-se todas as avaliações para dividir pelo número de jogos de cada atleta) que determinará quem foi o melhor nas 11 posições. Quem receber a maior média entre todos os premiados ficará com o troféu máximo, a Bola de Ouro.

 

O regulamento é simples demais e o rigor é total. Em todos os jogos, inclusive naquele Goytacaz-RJ 1 x 0 Fast-AM, disputado em 14 de maio de 1978, havia um jornalista de PLACAR presente no estádio. Foram milhares de jogos nos últimos 42 anos e sempre a avaliação foi feita ao vivo e a cores.

 

Na história da Bola de Prata, o flamenguista Zico é o campeão de todos os tempos: abarrotou suas estantes com nove prêmios. Júnior e Renato Gaúcho ficam logo atrás com seis prêmios. Já Pelé foi submetido a regras especiais. Desde a primeira edição do prêmio ficou estabelecido que o Rei do futebol não deveria competir com seus companheiros mortais. Pelé foi considerado hors concours e recebeu uma Bola de Prata especial.

 

Sobre o Troféu Bola de Prata

A parceria entre a Revista Placar e os canais ESPN para a entrega do tradicional prêmio Bola de Prata do Campeonato Brasileiro acontece desde 2006. Durante a disputa, um corpo de jurados acompanha e atribui notas a todos os jogadores envolvidos nas partidas rodada a rodada.

Ao final do torneio nacional, os 11 atletas de maiores médias serão escolhidos como os campeões de sua posição e serão agraciados com um troféu Bola de Prata. Já o de melhor desempenho entre todos receberá a maior honraria, a Bola de Ouro.  Para a análise, o Troféu Bola de Prata parte do princípio do esquema tático clássico, o 4-4-2, avaliando sempre as posições de goleiro, dois zagueiros, dois laterais, dois volantes, dois meias e dois atacantes.

 

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